O Blog do Roberto Porto


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Fim do mistério:
CONFIRA SE VOCÊ ACERTOU

Como sempre acontece neste Blog, quando publico uma foto meio sobre a estranha do Glorioso Botafogo, provoco uma verdadeira briga de foice no escuro. E meu desejo é exatamente este: lançar um desafio à turma que me prestigia e acompanha. Particularmente, confesso, não consegui identificar todos os jogadores – apenas o ano, 1972, fazendo contas e mais contas, já que Fischer e Jairzinho estão no ataque. Nessa época, trabalhando em jornais que saíam às segundas-feiras, nem sempre podia ir ao Maracanã, permanecendo de plantão na editoria de esportes, ouvindo o jogo pelo rádio porque a televisão no Brasil ainda engatinhava e não transmitia jogos.

Em função da tal briga de foice, uma vez mais me vi obrigado a apelar para Pedro Varanda – a verdadeira enciclopédia do Botafogo. E Varanda, com seus arquivos implacáveis, bateu o martelo. A partida, disputada a 30 de julho de 1972 foi contra o Fluminense e vencemos por 1 a 0, gol de Ferretaço, que entrou no lugar de Jairzinho. E o time da foto formado, de pé, da esquerda para a direita, é Luiz Cláudio, Wendell, Nei Conceição, Brito, Scala e Valtencir – o pai da Ticiana; agachados, na mesma ordem, Zequinha, Carlos Roberto, Jair Furacão, El Lobo Fischer e Dorinho.

Na prática, a equipe jogava com Wendell; Luiz Cláudio, Brito, Scala e Valtencir; Carlos Roberto, Nei Conceição e Dorinho; Zequinha, Fischer e Jairzinho. Particularmente, mas muito particularmente mesmo, achei que Luiz Cláudio, um afro-descendente (como está na moda dizer) era mais alto e magro, jogava de central e que o jogador à direita de Wendell poderia (vejam que disse poderia) ser Mauro Cruz. Mas se Varanda falou, está falado. Já Dorinho, nem que estudasse muito, fizesse um novo curso de Direito, ao lado do companheiro Eliakim Araújo – do site Direto da Redação eu conseguiria matar. Prefiro os times mais manjados.

Mudando de um assunto para outro, como meu nome andou circulando em bocas de matildes, gostaria de esclarecer que sou sócio-proprietário do Botafogo, desde 1972, e daí em diante exerci o cargo de conselheiro de várias direções, mesmo na época em que perdemos General Severiano. Participei de muitas assembléias no Mourisco e retornei ao cargo novamente no palacete colonial quando ele foi recuperado da Vale.

Mas faço a mais absoluta e fechada questão de dizer que não participo de nenhum movimento político do Botafogo. Sou apenas um botafoguense apaixonado, que nunca vaiou o time ou um jogador alvinegro. Para mim, tanto faz que fulano ou beltrano sejam os presidentes. Hoje, inclusive, morando no Recreio dos Bandeirantes, vou rarissimamente a General Severiano, embora tenha lá muitos amigos, principalmente entre os funcionários mais modestos. De certa forma é um prejuízo, porque a Fogão Shop está lá mesmo e gostaria de presentear amigos botafoguenses.

O Botafogo é eterno. Efêmeros somos nós que o amamos.

Saudações Botafoguenses,

Roberto Porto

portoroberto@uol.com.br



Escrito por Roberto Porto às 20h50
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QUE TIME É ESTE?

Ao longo de minha experiência de apaixonado torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas, vi times grandiosos, craques e títulos inesquecíveis, os grandes momentos foram significativos, mas aturei também times de verdadeiros cabeças-de-bagre, pernas-de-pau e outros menos votados.

Como eu já citei anteriormente, em outros textos neste Blog dedicado a torcedores como você, que me prestigia há mais de dois anos, nosso Glorioso gosta de nos pregar peças, tem “a vocação do erro”, como dizia o jurista e político carioca Santhiago Dantas (1911-1964).

Afinal de contas, a legendária camisa 7 que vestiu Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, serviu a Cremílson. A gloriosa camisa do meu amigo, grande jogador e técnico Mario Jorge “Velho Lobo” Zagallo, foi parar no corpo de um tal de Torino. E por aí afora.

Todo dia, invariavelmente, desde os tempos em que andei por aquele jornal cor-de-rosa a quem dediquei o meu trabalho e que me jogou para o alto sem a menor consideração, recebo e-mails (antes, eram cartas) de torcedores cariocas, brasileiros e até de fora do Brasil, como o sérvio Milan Basic, o português Rui Moura, o húngaro Egresi István, o russo Fedor Kurepin, entre outros que a memória não me ajuda agora a lembrar.

Isso é para comprovar cabalmente que os ecos da grandiosa vitória do Brasil em campos suecos, em 1958, e o conseqüente início de jornadas internacionais grandiosas do Botafogo (e do Santos F.C., do Sr. Édson Arantes do Nascimento) repercutem até hoje, mais de meio século depois, passando de pai para filho, pelas gerações de amantes do futebol.

É para demonstrar também que a política do grande time, do craque, do investimento em qualidade – como cansou de pregar no deserto o meu amigo Dr. Francisco Horta, o rei do troca-troca – é que faz um clube ser grande, grandioso, majestoso e, por tabela, lucrativo.

O sucesso nas quatro linhas traz investimentos, patrocínios, jogadores, enfim dinheiro para movimentar a máquina de uma maneira crescente e produtiva. Parece que o Botafogo não percebe isso. É cíclica, na história do clube, a política do timinho, do botinudo, do “é só isso que a gente pode ter”.

O time que ilustra o Blog hoje, é pós-1972, ano em que Rodolfo José “El Lobo” Fischer chegou ao Botafogo. Há craques nele. Mas também há jogadores que nem eu lembro. Quem são os ilustres desconhecidos? Vocês podem me ajudar?

Saudações Botafoguenses,

Roberto Porto

portoroberto@uol.com.br

PS.: Quando lancei “Botafogo – 101 Anos de Histórias, Mitos e Superstições”, agora esgotado e à espera que a Editora Revan mande reimprimir mais mil exemplares para atender aos Botafoguenses que não o adquiriram na primeira oportunidade, meu parceiro César Oliveira sugeriu que abríssemos algumas páginas, ao final do livro, para que torcedores colocassem ali os seus nomes. Acreditava ele, como torcedor, que outros torcedores gostariam de ter os seus nomes num livro do Botafogo, para mostrar a filhos e netos, para ajudar a fazer mais torcedores alvinegros. Pois bem: a “Kombi” foi um sucesso, o César – e, por tabela, o Marcelo Fonseca, designer do livro – ficou em palpos de aranha (gostaram desta?...) para inserir quase 4 mil nomes em curto espaço. Agora, quando pensamos na reimpressão, César me sugeriu reabrir a Kombi. Lascou-se! Dezenas de e-mails, centenas de nomes a mais. Uma trabalheira danada mas, certamente, uma alegria para todos. Para mim, com justo orgulho, pela repercussão. Mas o César anda sendo “acusado”, no Canal Botafogo, de fazer “marketing rasteiro”, buscando vender livros para os torcedores que ali terão os seus nomes. Ora... vendemos 3.000 exemplares em dois anos. Na "Kombi", são 4 mil botafoguenses. Se o objetivo fosse marqueteiro, não teríamos vendido tudo rapidamente? O livro, para meu deleite, foi um sucesso, esteve na lista dos mais vendidos do Jornal do Brasil e é o quarto livro mais vendido, em todos os tempos, da Editora Revan. Rasteiro mesmo é o pensamento de quem pensa assim, mentalidade de ameba. Honi soit qui mal y pense (ou, como disse o César, a inveja é uma merda)!



Escrito por Roberto Porto às 12h45
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